Dia dos namorados: especialista dá dicas para manter o relacionamento saudável durante a quarentena

Ana Karina Britto, professora no curso de Psicologia da Anhanguera de São José dos Campos, destaca que este é o momento de recriar a relação conjugal e ressignificar a vida afetiva de namoro ou matrimonial

Em tempos de isolamento social, a celebração do Dia dos Namorados exige mais criatividade dos casais. O confinamento transformou rotinas e relações pessoais e os casais que recorriam a viagens ou a restaurantes para comemorar, devem inovar este ano trazendo a comemoração para dentro de casa. Segundo Ana karina Britto, professora no curso de Psicologia da Anhanguera de São José dos Campos, independente da fase de quarentena e isolamento social, a vida conjugal é trabalhosa: “a convivência nunca foi tão íntima em tanto tempo. Estamos reconhecendo nossos lares, nossos filhos e cônjuges. A proximidade acaba por aumentar a intimidade num tempo integral”, destaca.

Muitos casais se uniram há anos e nunca ficaram tão próximos de seus parceiros como agora. Também não os viram trabalhando em sua rotina, com seus contatos e forma de atuação. “Agora estamos confinados e sem a opção da busca pelo externo, ou seja, é o momento de ressignificar a relação e afeto, e de construir uma nova conexão”, enfatiza a psicóloga.

Conforme explica a professora da Anhanguera, o isolamento potencializa as emoções e tudo fica mais intenso, o que pode ser muito positivo por um lado e demandar certo cuidado por outro . “O isolamento impacta todos os setores e não é diferente com a vida amorosa. O encontro com nós mesmos e com o outro ficou intenso. Também é hora de nos reconhecermos, de nos relacionarmos com as nossas emoções e as dos outros”, esclarece.

A especialista destaca que, em momentos de conflitos e pensamentos de rejeição ao outro, é importante pensar que aquela pessoa foi uma escolha sua e voltar na memória os pontos positivos que fizeram escolher esse cônjuge. Especialmente com a chegada do Dia dos Namorados, é uma ótima ocasião para celebrar a relação e pensar nos momentos felizes vividos, e o que os uniu. “Lembre-se dos momentos de alegria, partilha, amor e afeto”, destaca Ana Karina.

Atividades em comum ajudam a aproximar a relação

O casal de estudantes Brunna Rangel dos Reis e Gabriel Juan de Oliveira encontraram o cupido na sala de aula. Eles se conheceram no curso de Educação Física da Anhanguera de São José dos Campos. Se aproximaram e começaram a namorar. “Estudar com essa parceria é ótimo, ajuda a interagir e aproxima muito o casal, por meio dos assuntos em comum e do vínculo em todos os aspectos, pessoal, nos estudos, e até mesmo para um futuro profissional”, vislumbra a estudante.

Conforme orienta a psicóloga, para os casais que estudam juntos, é importante construir rotinas para proporcionar melhor adaptação e dividir as atividades do casal. “Lembrar que cada um tem seu ritmo de aprendizagem e adesão de conhecimentos aumenta a intimidade e contribui para que ambos se complementem nas atividades diárias”, avalia Ana Karina.

Segundo a especialista, esse momento é próprio para mudanças e ressignificação da vida . É momento do autoconhecimento e da reorganização de metas, da vida profissional, busca por maiores conhecimentos, assim como uma maior perspectiva espiritual. “Estamos experimentando novos conhecimentos, novas formas de contato e sentindo a evolução tecnológica em sua proximidade. Reaprender a viver num outro formato é dar a nós e ao outro a chance de renovar a existência e seu sentido”, finaliza Ana Karina Britto, professora no curso de Psicologia da Anhanguera de São José dos Campos.

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