No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o trabalho da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio com a proteína polilaminina destaca o protagonismo feminino na ciência brasileira e abre novas fronteiras para a medicina regenerativa.
RIO DE JANEIRO – O dia 11 de fevereiro, data em que se celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, ganha este ano um símbolo concreto de esperança para a medicina mundial. Uma pesquisa conduzida pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alcançou um marco histórico na neurociência: o desenvolvimento de um tratamento capaz de regenerar nervos lesionados e devolver movimentos a pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
A Descoberta: Do Laboratório à Vida Real
Após 25 anos de dedicação à pesquisa acadêmica, a Dra. Tatiana desenvolveu um protocolo experimental baseado na polilaminina, uma proteína extraída da placenta humana. A substância atua como uma espécie de “guia” para a regeneração nervosa, permitindo que fibras rompidas voltem a se conectar.
Os resultados clínicos são promissores. Pacientes que antes não possuíam qualquer perspectiva de mobilidade recuperaram sensibilidade e funções motoras, um avanço que redefine os limites da reabilitação física e da autonomia para pessoas com deficiência (PcD).

Ciência como Ferramenta de Inclusão
Para especialistas, o sucesso da pesquisa não é apenas um feito técnico, mas um avanço nos Direitos Humanos. André Naves, Defensor Público Federal e especialista em Inclusão Social, ressalta que o trabalho da professora Tatiana é um exemplo de como a ciência pode resgatar a dignidade humana.
“O trabalho da professora Tatiana demonstra como a ciência, quando aliada à inclusão, pode transformar realidades historicamente marcadas pela exclusão”, afirma Naves. “Valorizar mulheres cientistas é também investir em soluções que ampliam direitos e oportunidades.”
O Desafio do Fomento no Brasil
Apesar da excelência demonstrada, o caso levanta o debate sobre a sustentabilidade da pesquisa científica no país. Segundo Naves, é urgente a criação de políticas públicas que garantam financiamento contínuo, especialmente para projetos liderados por mulheres.
“A ciência brasileira tem excelência. O desafio é garantir financiamento, reconhecimento e continuidade para que essas descobertas cheguem à população e se traduzam em políticas públicas efetivas”, pontua o Defensor Público.
Sobre a Data
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência busca combater a desigualdade de gênero em carreiras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Histórias como a da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio servem como combustível para incentivar novas gerações de pesquisadoras a ocuparem espaços de liderança na produção de conhecimento global.
Pela Redação- Fonte Assessoria de imprensa do Defensor Público Federal



