Estudo busca compreender aceitação de cogumelos por primatas e contribuir para o bem-estar nutricional dos animais em cativeiro
Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está avaliando o consumo de fungos por micos e saguis mantidos no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba. O estudo investiga a micofagia, comportamento caracterizado pela ingestão de fungos, e busca compreender a aceitação desse alimento pelos primatas, contribuindo para o aprimoramento do manejo nutricional e do bem-estar animal em ambientes zoológicos.
O estudo é conduzido pela professora Larissa Trierveiler Pereira, do campus Lagoa do Sino, e pelo aluno Angel Gabriel de Albuquerque Ferreira, por meio de um projeto de iniciação científica realizado em parceria com o zoológico sorocabano.
O objetivo é compreender melhor o comportamento micofágico dos calitriquídeos (primatas da família Callitrichidae) mantidos no zoológico, observando de que forma o consumo de fungos pode fazer parte da dieta e da rotina desses primatas. Os dados levantados poderão contribuir para o aprimoramento das práticas de manejo nutricional em ambientes zoológicos.


“Muitos primatas comem cogumelos na natureza. Mas em zoológicos esse alimento ainda é pouco oferecido, apesar de ser muito nutritivo. A ideia é verificar a aceitação do cogumelo pelos animais, pensando no bem-estar nutricional dos primatas em cativeiro”, explica a pesquisadora. Segundo ela, o estudo também ajuda a ampliar o conhecimento sobre os hábitos alimentares desses animais. “Não é só a gente que gosta de cogumelos”, comenta.
A próxima etapa da pesquisa no Zoológico Municipal de Sorocaba está prevista para o dia 21 de maio (quinta-feira), quando os pesquisadores devem realizar novas observações e acompanhar a aceitação dos fungos pelos animais participantes do estudo.
As parcerias com universidades e centros de pesquisa reforçam o papel do zoológico como espaço de produção de conhecimento científico, contribuindo não apenas para o cuidado com os animais mantidos no local, mas também para a conservação da biodiversidade e o avanço das pesquisas sobre a fauna brasileira.




