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1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil— declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional. (Imagem tirada do Portal)

O respeito à fé católica e à Padroeira do Brasil não é jogo político

A fé de um povo é um dos pilares mais profundos de sua identidade e história. Não se trata apenas...

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A fé de um povo é um dos pilares mais profundos de sua identidade e história. Não se trata apenas de religiosidade, mas de patrimônio cultural, memória e respeito mútuo. Quando discursos políticos ultrapassam os limites da prudência e flertam com o sectarismo, a sociedade e a imprensa livre têm o dever moral de erguer a voz.

A recente declaração de que um governo poderia “decretar que o Brasil pertence a esta ou àquela vertente” acendeu um sinal de alerta legítimo no coração dos católicos brasileiros. A devoção a Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do país, não é uma concessão do Estado; é uma manifestação secular de amor, consolo e esperança que reside na alma do nosso povo.

A apreensão demonstrada pela comunidade católica não surge do nada. Ela tem raízes na memória dolorosa de episódios de desrespeito ao sagrado que marcaram o país no passado, como o triste vilipêndio à imagem da Padroeira em 1995. Reavivar esse tipo de tensão em pleno período eleitoral, sob qualquer justificativa, é ferir uma cicatriz que a sociedade lutou muito para cicatrizar com tolerância e amparo jurídico.

Promessas de campanha ou declarações de afogadilho que minimizam a pluralidade e a tradição católica geram um ruído desnecessário e perigoso. Retratações posteriores e vídeos de justificativa mostram a gravidade do desgaste, mas não apagam a necessidade de vigilância constante.

Este jornal reafirma seu compromisso inegociável com a liberdade de culto, a laicidade do Estado e, acima de tudo, o respeito absoluto à fé católica e à Nossa Senhora Aparecida. Isso significa que o governo deve ser neutro em questões religiosas, garantindo a liberdade de fé de todos e não privilegiando nenhuma religião.

A política passa; as instituições e os valores sagrados de um povo permanecem. Que os candidatos ao poder compreendam de uma vez por todas: a religião existe para unir e edificar, jamais para ser instrumentalizada como ferramenta de divisão.

Ivonete Schmitz – Jornalista e Editora Chefe 

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