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1º Turno das Eleições 2026 em SP Tem Balanço Positivo e Apenas 0,27% de Urnas Substituídas, Aponta TRE-SP

Apesar de filas pontuais e chuvas no interior, presidente do Tribunal Regional Eleitoral destaca tranquilidade do pleito, ações de acessibilidade...

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Apesar de filas pontuais e chuvas no interior, presidente do Tribunal Regional Eleitoral destaca tranquilidade do pleito, ações de acessibilidade e estabilidade do sistema eletrônico de votação.

O primeiro turno das Eleições 2026 no Estado de São Paulo foi avaliado de forma positiva pela cúpula do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Em entrevista coletiva concedida na tarde do último domingo (4), logo após o encerramento da votação, o presidente da corte, desembargador Encinas Manfré, apresentou o balanço do pleito e destacou a normalidade do processo, assegurando que todos os eleitores que aguardavam nas filas dos locais de votação após as 17h puderam votar normalmente.

A formação de filas em algumas seções foi atribuída pelo magistrado ao elevado número de cargos em disputa nesta eleição, aliada a fortes temporais que atingiram municípios do interior paulista. O desembargador ressaltou, porém, que não houve prejuízo ao andamento da votação devido a falhas de energia, uma vez que as urnas eletrônicas possuem bateria própria e operam de forma autônoma sem necessidade de conexão direta à rede elétrica.

Baixo índice de substituição de urnas

O sistema de votação manteve alto padrão de estabilidade em todo o território paulista. Ao todo, apenas 317 urnas precisaram ser substituídas por equipamentos de contingência, o que representa 0,27% do total de 114.605 máquinas empregadas na eleição.

  • Capital: 81 urnas trocadas do total de mais de 28 mil equipamentos (0,28%).
  • Interior: 236 urnas substituídas de um montante de 85.683 (0,27%).

Monitoramento e integridade da segurança

Ao longo do domingo, o presidente do TRE-SP acompanhou a movimentação do eleitorado no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Segurança Pública. A comitiva do tribunal contou com a participação do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho, e da desembargadora substituta Claudia Fanucchi.


Inclusão, voto em trânsito e diversidade

O pleito em São Paulo contou com iniciativas voltadas à expansão do acesso das eleitoras e eleitores:

  • Voto em trânsito no Aeroporto de Guarulhos: Instalada no Terminal 2 (asa-E) sob responsabilidade da 176ª Zona Eleitoral, a seção atendeu cerca de 350 eleitores cadastrados para votar fora de seus domicílios de origem em clima de tranquilidade.
  • Acessibilidade para PCDs: Por meio do programa Seu Voto Importa, firmado em parceria com mais de 330 municípios, foi garantido transporte individual gratuito para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Para um eventual segundo turno, o formulário de cadastramento para a solicitação do serviço fica disponível até esta segunda-feira (5).
  • Participação indígena: Em Mogi das Cruzes, 20 eleitores da etnia Tupinambá pertencentes à Aldeia Tekoa M’Boiji votaram no Centro Municipal de Programas Educacionais Profª. Lourdes Lopes Romeiro Ianuzzi (287ª ZE), após ação de transferência temporária iniciada em agosto. Cartazes informativos em línguas indígenas também foram distribuídos nas seções eleitorais pelo TRE-SP e TSE.

Visita dos criadores da urna eletrônica

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A realização da eleição foi acompanhada pela visita de pioneiros do voto informatizado ao Espaço Poeta Paulo Bomfim, na sede do TRE-SP. O engenheiro e pesquisador aposentado Osvaldo Catsumi e o engenheiro Antônio Ésio Salgado — integrantes da Comissão Avaliadora do Teste de Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais em 2025 — conversaram sobre o projeto histórico do equipamento e o combate à desinformação.

Catsumi destacou a robustez dos aparelhos projetados para durar ao menos uma década e relembrou a consolidação do sistema a partir do ano 2000, quando 100% das seções eleitorais do país passaram a adotar a tecnologia: “Ali foi realmente a consagração de que não existe mais nenhum canto do país em que a urna não chegue. E quando alguém ligar, ela vai funcionar”, afirmou o especialista.

Por Redação- Fonte- Imprensa TRE-SP.

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