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Ação do Circuito Integrado resulta em prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva em Araçatuba

Vítimas procuraram a unidade móvel na segunda-feira (10) e o pedido de prisão foi feito no mesmo dia; A decisão...

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Vítimas procuraram a unidade móvel na segunda-feira (10) e o pedido de prisão foi feito no mesmo dia; A decisão judicial saiu na terça (11) e neste dia (12) o mandado foi cumprido

Um atendimento realizado pelo Circuito Integrado de Proteção às Mulheres, em Araçatuba, resultou no cumprimento, na manhã desta quarta-feira (12), da prisão preventiva de um homem investigado por descumprimento de medida protetiva e coação no curso do processo. A unidade móvel do Governo de São Paulo está instalada na Praça Rui Barbosa desde segunda-feira (10) e segue com atendimento até sexta-feira (14).

As vítimas procuraram o Circuito na segunda-feira e relataram à Polícia Civil novos episódios envolvendo o agressor, contra quem já havia medida protetiva vigente e registro anterior por descumprimento da determinação judicial.

Segundo a delegada responsável pelo atendimento, Luciana Pistori, o homem teria voltado a rondar o sítio onde as vítimas vivem. Ele também teria enviado mensagens a um familiar ameaçando uma delas de morte caso não retirasse o boletim de ocorrência e a medida protetiva.

Diante dos novos relatos, a Polícia Civil formalizou no próprio Circuito o pedido de prisão preventiva. A solicitação foi analisada pela Justiça na terça-feira (11), com a expedição do mandado no fim do dia. A prisão foi cumprida na manhã desta quarta-feira (12).

“Quando falamos em integração, é justamente isso que buscamos: fazer com que a mulher encontre os serviços de que precisa e que os órgãos consigam atuar de forma articulada para dar uma resposta rápida à situação de risco. O mais importante é transformar o pedido de ajuda em proteção efetiva”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, Adriana Liporoni.

Quem descumpre medida protetiva precisa saber que haverá resposta do Estado. Neste caso, as vítimas procuraram ajuda na segunda-feira, a Polícia Civil representou pela prisão no mesmo dia e, assim que a Justiça expediu o mandado, nossas equipes fizeram o cumprimento. Essa rapidez é fundamental quando estamos falando da proteção de mulheres ameaçadas”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Medida protetiva é instrumento para interromper situações de risco

Previstas na Lei Maria da Penha, as medidas protetivas de urgência podem determinar, entre outras providências, o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação ou contato com a mulher, seus familiares e testemunhas.

Desde 2023, elas podem ser concedidas a partir do relato da vítima e independem da existência de inquérito, processo ou até mesmo do registro prévio de boletim de ocorrência, permanecendo em vigor enquanto persistir a situação de risco. O descumprimento de uma medida protetiva é crime.Em 2026, a legislação também reforçou o uso da monitoração eletrônica de agressores, com prioridade justamente em situações de descumprimento anterior de medida protetiva ou de risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

Atendimento integrado em Araçatuba

Instalado na Praça Rui Barbosa, no centro de Araçatuba, o Circuito reúne profissionais da Secretaria de Políticas para a Mulher, das Polícias Civil e Militar, da Defensoria Pública, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e da rede municipal.

O caso registrado em Araçatuba demonstra, na prática, a proposta do Circuito Integrado: reduzir a chamada “rota crítica” percorrida por mulheres em situação de violência.

A estrutura reúne profissionais da Secretaria de Políticas para a Mulher, das Polícias Civil e Militar, da Defensoria Pública, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e da rede municipal.

A passagem pela região ocorre em um momento de atenção para o enfrentamento à violência contra a mulher. Levantamento da Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher aponta que Araçatuba registrou 952 ocorrências de violência contra a mulher entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 61,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Além do Circuito, Araçatuba conta ainda com a Casa da Mulher Paulista, que oferece acolhimento e suporte psicológico, social e jurídico, além de iniciativas voltadas à autonomia das mulheres.

Circuito já percorreu nove municípios

Lançado em maio deste ano, o Circuito Integrado já realizou etapas em Franca, Olímpia, Catanduva, Bady Bassitt, Valentim Gentil, Fernandópolis, Jales, Ilha Solteira e Araçatuba.

Nos resultados consolidados das ações, o Circuito contabiliza 107 providências de proteção e responsabilização, entre elas 57 boletins de ocorrência e 50 medidas protetivas solicitadas. Também foram realizados sete encaminhamentos ao Instituto Médico-Legal (IML), um pedido de prisão e duas prisões em flagrante.

A iniciativa ainda contabiliza 166 mulheres encaminhadas para continuidade do atendimento, 37 inscrições imediatas em cursos de qualificação profissional, 335 técnicos e gestores capacitados e 191 pessoas alcançadas por ações preventivas. Ao todo, foram ofertadas 270 vagas de qualificação profissional.

A prisão registrada nesta quarta-feira em Araçatuba deverá ser incorporada ao balanço consolidado após a conclusão e validação dos dados desta etapa.

Próximas etapas

Depois de Araçatuba, o Circuito Integrado continua percorrendo municípios do interior paulista:

  • 17 a 21/08: Lins
  • 24 a 28/08: Bauru
  • 31/08 a 04/09: Marília
  • 07 a 11/09: Tupã
  • 14 a 18/09: Adamantina
  • 21 a 25/09: Presidente Prudente

Serviço — Circuito Integrado de Proteção às Mulheres

Local: Praça Rui Barbosa, Centro — Araçatuba

Quarta-feira (12/08)
Das 13h às 17h — atendimento ao público

Quinta-feira (13/08)
Das 9h às 17h

Sexta-feira (14/08)
Das 9h às 13h

Como buscar ajuda

Em situações de emergência ou quando a violência estiver acontecendo, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.  Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, para receber denúncias, orientar sobre direitos e informar os serviços disponíveis.  Em São Paulo, a mulher também pode utilizar o aplicativo SP Mulher Segura para registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva, consultar a rede de atendimento e, quando já possuir proteção judicial vigente, acionar o botão do pânico

Fonte – Da Secretaria da Mulher

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