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Divulgação - Suzano

Agosto Lilás é marcado pelos 20 anos da Lei Maria da Penha

No mês de conscientização sobre o combate e a prevenção à violência doméstica e familiar, crescimento dos casos reforça...

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 No mês de conscientização sobre o combate e a prevenção à violência doméstica e familiar, crescimento dos casos reforça a importância das redes de proteção e acolhimento às mulheres

Vinte anos após a sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerada um dos principais marcos legais no combate à violência contra a mulher no mundo, o Brasil ainda enfrenta desafios alarmantes para garantir a proteção feminina.

Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, revelam que 27% das brasileiras afirmam já ter sofrido violência doméstica ou familiar praticada por um homem ao longo da vida. Já levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que cerca de 37,5% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores à pesquisa, o equivalente a aproximadamente 21 milhões de brasileiras.

Os indicadores mais recentes também evidenciam a escalada da violência extrema. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, alta de 4,7% em relação ao ano anterior e o maior patamar já registrado pela série histórica. Desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas em razão de sua condição de gênero.

Além dos casos fatais, cresce também a busca por proteção. Em 2025, a Justiça brasileira concedeu quase 979 mil medidas protetivas de urgência, recorde histórico. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram mais de 337 mil medidas concedidas em todo o país, demonstrando tanto a relevância da Lei Maria da Penha quanto a persistência da violência contra as mulheres.

Ambiente corporativo como espaço de acolhimento

Ao reconhecer que a violência doméstica impacta diretamente a saúde, a segurança, a qualidade de vida e o desempenho profissional das mulheres, organizações têm ampliado iniciativas de conscientização, prevenção e apoio, fortalecendo redes de acolhimento dentro e fora do ambiente de trabalho.

Na Suzano, o tema integra uma agenda permanente de cuidado com as pessoas, especialmente durante o Agosto Lilás. A companhia promove ações de sensibilização, rodas de conversa, treinamentos e orientações para que lideranças e equipes possam identificar sinais de violência e contribuir para encaminhamentos adequados. Além de manter canais permanentes para denúncia e acolhimento. As iniciativas também buscam engajar os homens como aliados na promoção de relações respeitosas e na construção de uma cultura de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Para Aline Carvalho, gerente de Gente e Gestão da Suzano, o enfrentamento à violência contra a mulher exige compromisso coletivo.

“O combate à violência de gênero precisa transpassar as portas das nossas casas. Na Suzano, acreditamos que oferecer uma rede de apoio estruturada e iniciativas que estimulem a conscientização e o senso de responsabilidade de todos é fundamental para que nenhuma mulher se sinta sozinha”, afirma.

Capacitação para reconhecer sinais de violência

A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais. Muitas delas não deixam marcas visíveis, mas costumam gerar alterações comportamentais perceptíveis no cotidiano.

Quedas recorrentes de desempenho, faltas frequentes, isolamento social, mudanças bruscas de humor, ansiedade, medo constante ou justificativas repetidas para lesões podem ser sinais de alerta. Por isso, a Suzano desenvolveu uma capacitação específica para lideranças, orientando sobre acolhimento humanizado, escuta ativa e direcionamento seguro para canais especializados.

Canal de acolhimento disponível 24 horas

A empresa conta ainda com o Tele Faz Bem, canal interno gratuito e confidencial, disponível 24 horas por dia para colaboradores(as) e dependentes. O atendimento inclui suporte especializado para situações de violência de gênero, violência doméstica e abuso psicológico.

A partir do primeiro acolhimento, a pessoa pode receber orientação social, psicológica e jurídica, conforme a necessidade, sempre com garantia de sigilo.

“Quando ampliamos espaços de diálogo, fortalecemos a cultura do respeito e investimos no desenvolvimento das mulheres, contribuímos para a construção de uma rede de proteção mais sustentável. Esse é um compromisso que deve envolver toda a sociedade e que também faz parte da nossa cultura organizacional”, conclui Aline Carvalho.


Canais de denúncia e apoio

  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (gratuito e 24 horas)
  • Polícia Militar: 190
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
  • Delegacias de Polícia Civil e Delegacias Online dos estados

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