Levantamento divulgado no Relatório de Sustentabilidade 2025 acompanha 1.845 moradias e aponta materiais de construção, transporte e serviços terceirizados entre os principais fatores de emissão nas obras
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) publica neste mês de junho o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025 com os resultados do monitoramento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em empreendimentos habitacionais da companhia. O levantamento utilizou a Calculadora CECarbon e acompanhou nove empreendimentos, com 1.845 unidades habitacionais distribuídas em nove municípios do Estado de São Paulo.
Os dados foram consolidados por empreendimento e analisados a partir do indicador de emissões totais das obras em toneladas de dióxido de carbono equivalente por metro quadrado (tCO₂e/m²). A média registrada no ano foi de 5,15 toneladas de CO₂ equivalente para cada metro quadrado considerado no cálculo.
A ferramenta permite mensurar, comparar e acompanhar o desempenho ambiental das obras, incorporando critérios relacionados ao impacto climático, ao planejamento e à execução dos projetos habitacionais.
Para apoiar a implementação da metodologia, a CDHU firmou em 2025 termo de cooperação com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). A parceria incluiu encontros técnicos e treinamentos voltados às equipes da Companhia e às empresas gerenciadoras das obras, com foco na padronização da coleta de dados e na qualificação dos relatórios de emissões.
Nove gerenciadoras encaminharam relatórios referentes ao período analisado. O levantamento considerou três categorias de emissões reconhecidas internacionalmente: as emissões diretas ligadas principalmente ao consumo de combustíveis nos canteiros de obras (Escopo 1) ; as emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica (Escopo 2); e as emissões indiretas associadas à cadeia de suprimentos, incluindo materiais de construção, transporte, resíduos e serviços terceirizados (Escopo 3).
O Escopo 3 concentrou o maior volume de emissões entre os empreendimentos monitorados, somando mais de 63 mil toneladas de CO₂ equivalente. Segundo a CDHU, o resultado está relacionado ao volume de materiais utilizados nas obras, à logística de transporte e à contratação de serviços terceirizados ao longo da execução dos projetos.
Os maiores volumes de emissões indiretas foram registrados nos empreendimentos SP-Parque do Carmo A (Capital), Taquarituba H (Itapeva), Santa Bárbara D’Oeste D (Campinas) e SP-Campo Belo A/B (Capital), associados principalmente ao consumo de insumos com maior intensidade de carbono, como cimento, aço e agregados, além do transporte de materiais e da gestão de resíduos.
Mesmo em empreendimentos de menor porte, como Mariápolis D (Presidente Prudente), Jaboticabal F (Ribeirão Preto) e Echaporã G (Marília), o Escopo 3 permaneceu predominante em relação aos Escopos 1 e 2, indicando o peso da cadeia de suprimentos no desempenho ambiental das obras, independentemente da escala dos projetos.
Com o monitoramento a CDHU busca estruturar uma base de dados sobre emissões em obras públicas habitacionais, ampliando a capacidade de planejamento, comparação de desempenho e definição de estratégias de mitigação no setor da construção civil. Para o ano de 2026, serão incluídos novos empreendimentos no monitoramento.
Acesse o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025
Por Imprensa CDHU


