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Com presença da OEA, testes em tempo real confirmam a integridade das urnas em São Paulo

Auditorias no CCSP e na Unip mostram que o sistema representa fielmente a vontade do eleitor. SÃO PAULO — Representantes...

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Auditorias no CCSP e na Unip mostram que o sistema representa fielmente a vontade do eleitor.

SÃO PAULO — Representantes das Missões de Observação Eleitoral (MOEs), credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanharam o início da votação no estado de São Paulo no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). A fiscalização internacional contou com a presença do ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai Eladio Loizaga, chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Logo nas primeiras horas do pleito, Loizaga visitou as seções eleitorais localizadas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no bairro da Consolação, e acompanhou os trabalhos de auditagem do sistema eletrônico de votação.

Ao lado do representante da OEA, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, destacou o clima de ordem nas seções. “Estamos constatando que a eleição ocorrerá da maneira mais satisfatória possível. Trata-se de uma festa da democracia, do senso de participação de todos os cidadãos”, afirmou o magistrado.

Regulamentada pela Resolução TSE nº 23.678/2021, a atuação das MOEs ocorre sem interferência na gestão das eleições, permitindo que especialistas nacionais e internacionais avaliem de forma autônoma a transparência do sistema. Além da OEA, atuam no estado organizações como Transparência Eleitoral Brasil, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Auditagem em tempo real: Teste de Integridade

Além de acompanhar o fluxo de votação no Mackenzie, a comitiva da OEA conferiu o Teste de Integridade realizado no Centro Cultural São Paulo (CCSP), no Paraíso. A auditoria ocorreu simultaneamente ao horário de votação (das 8h às 17h) e analisaram 30 urnas eletrônicas sorteadas no estado.

No procedimento, votos em papel previamente preenchidos são digitados nos equipamentos, enquanto todas as etapas são gravadas em vídeo e abertas ao público. Ao final, o resultado da urna é confrontado com a contagem manual da cédula física.

O presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, desembargador Francisco Shintate, ressaltou o histórico do procedimento, adotado desde 2002:

“Nesse período, nunca se apurou um desvio no resultado da urna eletrônica. É uma demonstração de que as urnas representam fielmente a vontade do eleitor.”

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Testes complementares com biometria e verificação de sistemas

No saguão da Universidade Paulista (Unip), no bairro da Liberdade, ocorreu o Teste de Integridade com biometria em três urnas. Na dinâmica, eleitores voluntários habilitam o equipamento por meio de impressão digital antes da digitação dos votos de teste.

“Foi interessante entender como funciona a contagem de votos. É mais uma mostra de transparência do sistema”, relatou o eleitor voluntário Iago Moreira, que participou da simulação.

Antes da abertura oficial das seções, dez urnas eletrônicas distribuídas pelo estado passaram ainda pelo Teste de Autenticidade. A verificação comprova que os softwares instalados nos equipamentos são exatamente os mesmos abertos, compilados, assinados e lacrados pela Justiça Eleitoral para o pleito.

Da Redação – Fonte Imprensa: TRE-SP.

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