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Exposição fotográfica que realizei há 22 anos no prédio da Caixa Econômica Federal (Junto com os então gerentes)

O Resgate do Insubstituível: O Valor Eterno da Foto Impressa

Vivemos a era da efemeridade. O mundo virou digital, os bolsos carregam telas reluzentes e as lentes dos smartphones registram...

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Vivemos a era da efemeridade. O mundo virou digital, os bolsos carregam telas reluzentes e as lentes dos smartphones registram absolutamente tudo em alta resolução, a qualquer fração de segundo. Há poucas décadas, as lojas de revelação fotográfica transbordavam vida, expectativa e filas de pessoas ansiosas por segurar seus registros nas mãos. Hoje, esses mesmos estabelecimentos precisam se reinventar diariamente para resistir ao tempo.

As redes sociais transformaram a imagem em um hábito público. Registram-se flagrantes, cenas cotidianas, notícias em tempo real. Os próprios repórteres se veem imersos nessa enxurrada ininterrupta de conteúdos que aparecem e desaparecem na velocidade de um simples deslizar de tela.

Mas, seja qual for a época, o material impresso — sobretudo a fotografia — carrega uma alma que o digital jamais conseguirá replicar. A foto impressa não se apaga com um clique acidental, não se perde em um arquivo corrompido e não depende de sinal ou bateria. Ela é tangible, tem cheiro, textura e, acima de tudo, presença.

Como jornalista, ao longo de quatro décadas de estrada, guardo a memória viva daquela expectativa única: o tempo entre o clique do gatilho, a entrega do filme e o momento mágico de abrir o envelope com as fotos reveladas. Cada imagem trazia a responsabilidade do olhar, o respeito ao instante e o compromisso com a história.

Recentemente, mergulhando no meu arquivo de memórias impressas, deparei-me com o registro de um momento muito especial: uma grande exposição fotográfica que realizei há 22 anos. A mostra aconteceu no prédio da Caixa Econômica Federal — no espaço onde hoje funciona a loja Sinhá Moça — e movimentou a cidade, recebendo um público carinhoso e atento.

Ali, em dezenas de ampliações no papel, expus bastidores e coberturas que ajudaram a contar a história de Capão Bonito:

  • A Pedra Fundamental do Novo Fórum: o registro do início de uma obra histórica que hoje é realidade no bairro Nova Capão Bonito.
  • Política e Cidadania: a marcante visita do então governador Mário Covas e da primeira-dama Ruth Cardoso no lançamento do programa Comunidade Solidária, oficializado em nossa cidade.
  • Vida Comunitária: coberturas esportivas, registros policiais, eventos sociais e os grandes destaques da nossa gente.

Ao olhar para essa foto que registra a própria exposição, o sentimento é de profunda reverência. O digital nos dá a rapidez, mas o impresso nos dá a permanência. As fotos no papel são guardiãs do tempo, relíquias inesquecíveis que nos lembram de onde viemos e do valor incalculável de olhar para o passado com as mãos.

A foto impressa não é apenas papel: é a história que se pode tocar.

 

 

Ivonete Schmitz
Jornalista e Diretora – Jornal Via Mão   

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