Levantamento do Instituto de Economia Agrícola aponta ainda que o Valor de Produção Agropecuária estadual da cultura chega a quase R$ 500 milhões; região de Itapetininga lidera o cultivo – Desempenho expressivo de cidades como São Miguel Arcanjo, Itapetininga, Capão Bonito, Angatuba e Sarapuí.
A produção de pimentão no estado de São Paulo registrou crescimento expressivo em 2025. Um levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), aponta que a produção estadual alcançou 82.490,93 toneladas, alta de 51,48% em relação às 54.456,4 toneladas registradas em 2024.
O desempenho também foi refletido no Valor da Produção Agropecuária (VPA) da cultura. Em 2025, o pimentão movimentou R$499,8 milhões no estado, crescimento de 74,19% na comparação com os R$286,9 milhões registrados no ano anterior. A área plantada de pimentão no estado também teve uma expansão de 21,1%, passando de 1.149,25 hectares em 2024 para 1.392,20 hectares no ano passado.
A região de Itapetininga, composta por 14 municípios, alcançou o topo do ranking estadual na produção de pimentão em 2025, somando 19.621,5 toneladas colhidas. O resultado foi impulsionado pelo desempenho expressivo de cidades como São Miguel Arcanjo, Itapetininga, Capão Bonito, Angatuba e Sarapuí. O segundo lugar ficou com a região de Lins (16.116,6 toneladas), seguida por Ourinhos (8.875,2 toneladas).
Mas afinal, o que é o pimentão?
Segundo a Diretoria de Segurança Alimentar da SAA, o pimentão é botanicamente classificado como um fruto e cultivado como uma das principais hortaliças do Brasil. Rico em vitamina C, vitamina A, antioxidantes e minerais, contribui para a proteção das células, o fortalecimento da imunidade e a saúde da visão.
Versátil na culinária, o pimentão pode ser consumido cru em saladas e aperitivos ou utilizado no preparo de molhos, refogados, assados, recheados e diversas outras receitas. As variedades amarela e vermelha apresentam sabor mais adocicado, enquanto a verde possui sabor mais intenso e levemente amargo, ampliando as possibilidades de combinações e aplicações gastronômicas.


