A marcante presença de estudantes, jovens e idosos acima de 70 anos, cujo voto é opcional, simbolizou no pleito a defesa dos direitos históricos da democracia
Esquerda ou direita: afinal, qual é o caminho? Tudo é relativo e baseado na consciência de cada indivíduo dentro de uma narrativa alimentada pela luta real ou pelo comodismo da busca pelo poder. Diante de fatos marcantes, recorrer à história é uma ferramenta indispensável. No entanto, surge a fundamental questão do discernimento — um atributo individual enraizado na consciência de cada cidadão.
Em um pleito de forte valor simbólico, o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ocorreu no último domingo (25 de outubro), coincidindo com o Dia da Democracia — data que homenageia a memória do jornalista e diretor da TV Cultura Vladimir Herzog (Vlado), assassinado em 25 de outubro de 1975 durante a ditadura militar. A votação foi marcada por intensa mobilização social, onde narrativas políticas e debates sobre a proteção do regime democrático e o enfrentamento à desinformação centralizaram o debate público.
A campanha vitoriosa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseou-se em uma ampla aliança social e geracional. Entre os pilares de apoio, destacou-se a atuação de movimentos estudantis e juvenis, além de representantes dos setores de ciência, saúde, reciclagem, indústria, meio ambiente e comunidades indígenas.
No ecossistema digital, a articulação da militância sob o comando do deputado federal André Janones (Rede-MG) desempenhou papel estratégico na disputa on-line via canais do WhatsApp e redes sociais chamado ‘Exército do Lula’ que contou com atuação da militância a favor do petista na arena on-line, onde passou a disputar espaço contra o bolsonarismo com mais 10 Milhões de seguidores.
Outro ponto marcante do pleito foi a presença do eleitorado idoso. Mesmo para quem o voto é facultativo (acima de 70 anos), relatos em diversas seções registraram pessoas com mobilidade reduzida, em recuperação cirúrgica ou sob condições adversas de tempo comparecendo às urnas como gesto de cidadania e defesa de direitos históricos da democracia como salva guardo do futuro.
O resultado das urnas, o anúncio oficial e a festa da virada
Após a apuração, o resultado foi proclamado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que destacou a normalidade e o comportamento exemplar dos eleitores ao longo da jornada de votação.

A virada histórica que garantiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um mandato inédito foi resultado de uma combinação de fatores: maior comparecimento às urnas, redução dos votos brancos e nulos, crescimento da votação do petista em diversos estados e perda no desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) em partes do país: Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 64,2 milhões de votos (51,79% dos votos válidos) –Flávio Bolsonaro (PL): 59,8 milhões de votos (48,21% dos votos válidos)
Durante pronunciamento e ato de agradecimento na festa da virada na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente, Luís Inacio Lula da Silva, reeleito agradeceu expressamente ao eleitorado da melhor idade:


“Quero agradecer às pessoas idosas. Vi muitas cenas hoje de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para ir votar; pessoas impossibilitadas de se locomover, pessoas com câncer e com outro tipo de doença. As pessoas foram votar porque nós conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para assegurar a democracia no país.” Destacou o Presidente.
Em nota PL reconhece vitória de Lula e atribui derrota de Flávio Bolsonaro


Após a divulgação do resultado, o candidato Flávio Bolsonaro questionou publicamente o processo de apuração e declarou intenção de acionar medidas de contestação do pleito. Já no outro dia, segunda-feira (26), a executiva nacional do Partido Liberal (PL) reconheceu, a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em posicionamento divulgado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, a legenda atribuiu a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao uso de “medidas fortemente eleitoreiras” durante a campanha.
Decisão judicial e desdobramentos
Em paralelo ao cenário eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro tornou-se objeto de medidas cautelares no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de inquéritos que apuram suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, embasados em relatórios da Polícia Federal.
A Fuga de Flavio Bolsonaro para os Estados Unidos


Na segunda-feira (26 de outubro), o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega do passaporte do parlamentar no prazo de 24 horas. Sem o cumprimento da determinação até o término do prazo estipulado, o senador deixou o país. Reportagens mostraram sua rota de fuga — com passagem pela Argentina e pelo Equador após deixar o Brasil — e a emissora de televisão CNN confirmou o desembarque do parlamentar e de sua família em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026.
Pelao redação



