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Foto de Sonny Vermeer: pexels - Da famosa-estatua Independência no Parque Ipiranga - Sp
Foto de Sonny Vermeer: pexels - Da famosa-estatua Independência no Parque Ipiranga - Sp

7 DE SETEMBRO – “…a independência foi o primeiro passo em um caminho longo e cheio de desafios rumo à verdadeira democracia.”

“Independência ou Morte!” A frase se tornou um símbolo da luta pela independência e é lembrada todos os anos nas...

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“Independência ou Morte!”

A frase se tornou um símbolo da luta pela independência e é lembrada todos os anos nas celebrações do Dia da Independência do Brasil comemorado em 7 de setembro. Ela representa não apenas o ato de declarar independência, mas também o desejo de um povo por autonomia e autodeterminação.

A independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822, foi um passo crucial na formação do país como uma nação soberana, mas a conquista da democracia no Brasil foi um processo mais longo e complexo. Essa trajetória mostra que a independência foi o primeiro passo importante em um caminho longo e cheio de desafios rumo à verdadeira democracia que é o que garante direitos e liberdades, permitindo que as pessoas participem ativamente da vida política e social. Contudo, a história do Brasil e de outros países mostra que a democracia vem frequentemente sendo desafiada, e isso pode levar a mal-entendidos sobre regimes autoritários, como a ditadura que foi o pior pesadelo do povo brasileiro.

A independência foi oficialmente reconhecida por Portugal apenas em 1825, mas o 7 de setembro se tornou um marco importante na história do Brasil, celebrando a luta pela autonomia e a construção da nação.

Independência do Brasil

Após a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808, o país passou a ter um papel mais central na política do Império Português. Com a volta de Dom João VI a Portugal, seu filho, Dom Pedro I, ficou no Brasil e enfrentou pressões tanto para retornar a Portugal quanto para declarar a independência.

A famosa frase “Independência ou Morte!” marcou o momento em que Dom Pedro I decidiu romper os laços coloniais, resultando na declaração de independência. Esse ato não significou, no entanto, a construção imediata de um sistema democrático.

7 de setembro de 1822

A história começa com a crise do Império Português, que foi intensificada pelas Guerras Napoleônicas e pela invasão de Napoleão em Portugal. Em 1808, a família real portuguesa se mudou para o Brasil, trazendo consigo muitas mudanças, como a abertura dos portos e o desenvolvimento de uma administração mais autônoma.

Com a volta de Dom João VI a Portugal em 1821, seu filho, Dom Pedro I, ficou no Brasil. A pressão para que ele retornasse a Portugal aumentou, mas muitos brasileiros queriam que ele permanecesse e defendesse os interesses do Brasil.

Em 7 de setembro de 1822, após um chamado de independência, Dom Pedro I proclamou: “Independência ou Morte!” às margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Esse ato simbolizou a separação do Brasil de Portugal e a formação de um novo país independente.

Foto de Joel Santos: pexels- Imagem meramente ilustrativa
Foto de Joel Santos: pexels- Imagem meramente ilustrativa

Conquista da Democracia

A transição para a democracia no Brasil foi marcada por várias fases e desafios:

1. Período Imperial (1822-1889): Após a independência, o Brasil tornou-se uma monarquia constitucional. A participação política era limitada, e havia forte influência das elites agrárias.

2. Proclamação da República (1889): A república foi proclamada em um golpe militar que depôs Dom Pedro II. A nova constituição de 1891 estabeleceu um sistema federal, mas a exclusão de muitos cidadãos do voto limitava a verdadeira participação democrática.

3. República Velha (1889-1930): Durante esse período, o poder estava concentrado nas mãos de oligarquias regionais, e as eleições eram frequentemente manipuladas.

4. Era Vargas (1930-1945): Getúlio Vargas chegou ao poder após um golpe, e sua administração trouxe algumas reformas sociais, mas também uma centralização do poder e repressão política.

5. Redemocratização (1945-1964): Após a queda de Vargas, o Brasil experimentou um período de maior democratização, com eleições diretas e a construção de instituições democráticas.

6. Ditadura Militar (1964-1985): Um golpe militar instaurou uma ditadura que durou 21 anos, durante a qual houve severa repressão aos direitos humanos e à oposição política.

7. Nova República (1985 em diante): A redemocratização começou com a transição para um governo civil, culminando na Constituição de 1988, que garantiu direitos fundamentais e ampliou a participação política.

Hoje, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos em sua jornada rumo a uma democracia plena. A desigualdade social, a corrupção e a fragilidade das instituições democráticas são obstáculos que precisam ser superados para garantir um futuro mais justo e igualitário para todos os cidadãos.

No entanto, o maior desafio que enfrentamos atualmente é a distorção da verdade e a disseminação da desinformação. Milhares de pessoas são levadas a acreditar em um caminho obscuro e perverso, minando os valores democráticos e enfraquecendo a nossa sociedade.

A luta pela democracia continua sendo um aspecto crucial da sociedade brasileira. Precisamos unir forças, combater a desinformação e fortalecer as instituições democráticas para garantir um futuro melhor para todos os brasileiros.

Desafios da Democracia

– Desinformação: A falta de informação ou a má interpretação dos conceitos democráticos pode levar as pessoas a idealizarem a ditadura, sem compreender os custos reais, como a repressão e a violação de direitos.

Descontentamento: Em tempos de crise econômica ou social, a insatisfação pode fazer com que algumas pessoas que não sabem de fato sobre as duras consequências de uma Ditadura, vejam como uma solução rápida, ignorando os riscos à liberdade.

– Falta de Educação Política: A educação cívica é fundamental para que os cidadãos compreendam seu papel na democracia e as consequências de regimes autoritários. Percebe se que grande maioria de pessoas não sabem, não lembrar de absolutamente nada sobre a História do Brasil, sobre a constituição brasileira, afrontando a sua própria liberdade.

Voltando ao início deste texto, sobre 7 der setembro, devemos refletir que essa trajetória nos mostra que a independência foi apenas o primeiro passo em um caminho longo e cheio de desafios rumo à verdadeira democracia que ainda sofre “arranhões” até os dias de hoje.

A democracia brasileira é um reflexo da luta incessante do povo por liberdade e justiça. Desde a sua redemocratização, em 1985, o Brasil tem se esforçado para construir uma sociedade mais igualitária e inclusiva, onde a voz de cada cidadão conta.

O valor da democracia no Brasil reside na sua capacidade de unir uma nação tão diversa. Cada eleição é uma oportunidade de reafirmar a vontade popular e de escolher representantes que, idealmente, refletem os anseios da sociedade. Essa construção coletiva é essencial para o fortalecimento das instituições e para a promoção do bem comum.

Além disso, a democracia brasileira enfrenta desafios constantes, como a desinformação e a polarização. No entanto, esses obstáculos também podem ser vistos como oportunidades para um engajamento cívico mais profundo. A participação ativa da população em debates, protestos e movimentos sociais é fundamental para a consolidação dos direitos e para a defesa da justiça social.

Em última análise, o valor da democracia no Brasil não é apenas político, mas também cultural. É um espaço onde se celebra a pluralidade, onde diferentes vozes e histórias têm a chance de ser ouvidas e respeitadas. A democracia é, portanto, um compromisso contínuo com a construção de um futuro mais justo para todos.

Por Ivonete Schmitz

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