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 Geraldo Alckmin e outras autoridades confirmam presença no ato inter-religioso pelos 50 anos da morte de Vladimir Herzog


O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou presença no ato inter-religioso pelos 50 anos da morte de Vladimir Herzog, que será realizado...

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O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou presença no ato inter-religioso pelos 50 anos da morte de Vladimir Herzog, que será realizado no próximo dia 25 de outubro, às 19h, na Catedral da Sé, em São Paulo. Na ocasião, Alckmin estará como presidente em exercício, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em viagem.


Organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e pela Comissão Arns, o ato recria a histórica cerimônia de 1975 que marcou a resistência ao regime militar e presta homenagem não apenas ao jornalista assassinado, mas também a todas as vítimas da ditadura.

Além de Alckmin, já confirmaram presença Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República; José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil; Luiza Erundina e a deputada federal Muna Zeyn; Eduardo Suplicy, deputado estadual em São Paulo; Eugênia Gonzaga, presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e Nancy Hernández López, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Também participam do ato Neca Setubal, socióloga e conselheira da Fundação Tide Setubal; Fernando Morais e Juca Kfouri, jornalistas; Miriam Leitão, colunista e escritora; Walter Casagrande, ex-jogador e comentarista; Ricardo Ohtake, arquiteto e curador e Paulo Abrão, diretor da WBO Washington Brazil Office.

A família de Vladimir Herzog também estará presente, incluindo a viúva Clarice Herzog, seu marido Gunnar Carioba, e os filhos Ivo e André Herzog, que virá dos Estados Unidos com a família. Netos de Vlado também participarão da homenagem.

O ato contará ainda com a presença de Dom Odilo Pedro Scherer, reverenda Anita Wright e rabino Ruben Sternschein, além de apresentações culturais no interior da catedral.

Quem foi:

Vladimir Herzog foi um jornalista, professor e cineasta brasileiro de origem croata, naturalizado brasileiro, assassinado pela ditadura militar em 25 de outubro de 1975. Conhecido como Vlado, ele se tornou um ícone da luta pela redemocratização do Brasil, pois foi torturado e morto no DOI-CODI e a versão oficial forjada foi a de suicídio.

Nascido na Croácia, emigrou para o Brasil com os pais em 1942. Foi formado em filosofia pela USP, mas dedicou-se ao jornalismo, trabalhando em veículos como o jornal “O Estado de S. Paulo”, a Rádio BBC e a TV Excelsior.

Morte e legado: Foi torturado e morto após se apresentar ao DOI-CODI em 1975. A tentativa de encenar seu suicídio foi desmascarada, e sua morte se tornou um marco na luta contra a ditadura, mobilizando a sociedade civil em um grande ato ecumênico na Catedral da Sé.

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