Capão Bonito já possui legislação que proíbe fogos com estampido. Aos vereadores e políticos que criaram e aprovaram essa lei, nosso recado é direto: O trabalho de vocês não termina na assinatura do papel. Uma lei sem fiscalização é uma mentira contada à população.
A virada de ano e as celebrações festivas deveriam ser momentos de alegria, esperança e renovação. No entanto, para uma parcela significativa da nossa população e para a fauna que habita nossa cidade, esses momentos se transformam em horas de terror, pânico e sofrimento físico.
O barulho ensurdecedor dos fogos de artifício não é sinônimo de festa. É sinônimo de desrespeito.
Quem paga a conta do barulho?
Enquanto alguns se divertem com o estrondo, o custo é alto para os mais vulneráveis:
Animais: Cães e gatos sofrem taquicardia, convulsões e fugas desesperadas que muitas vezes resultam em atropelamentos ou morte súbita. A fauna silvestre (pássaros) abandona ninhos e morre de estresse.
Pessoas com Autismo e Hipersensibilidade: Para autistas, o estampido não é apenas um barulho, é uma dor física real, gerando crises sensoriais severas.
Idosos e Enfermos: Em hospitais e lares, o que deveria ser uma noite de descanso torna-se um pesadelo.
A diversão de uns não pode custar a saúde e a paz de outros. Isso não é cultura, é falta de civilidade.
Aos Políticos: A Lei não pode ser “Letra Morta”.
Capão Bonito já possui legislação que proíbe fogos com estampido. Aos vereadores e políticos que criaram e aprovaram essa lei, nosso recado é direto: O trabalho de vocês não termina na assinatura do papel.
Uma lei sem fiscalização é uma mentira contada à população. Criar a regra e fechar os olhos para o seu descumprimento é zombar da causa animal e das famílias que sofrem. Exigimos que a lei saia das gavetas e vá para as ruas.
Não queremos apenas discursos bonitos pleiteando eleição; queremos silêncio dos fogos e respeito agora!
À Guarda Municipal e Polícia Civil: Precisamos de Astúcia e Ação.A população clama por uma atuação mais enérgica das forças de segurança. Sabemos das dificuldades, mas a fiscalização precisa ser intensificada:
Combate à Venda Clandestina: É preciso agir na fonte, fiscalizando com rigor os estabelecimentos que vendem fogos barulhentos ilegalmente.
Patrulhamento Preventivo: A presença ostensiva em bairros com histórico de infração inibe a ação.
Canal de Denúncia Efetivo: O cidadão precisa ter certeza de que, ao ligar para denunciar, haverá resposta. A impunidade é o combustível do infrator.

Um Convite à Empatia
Não soltar fogos barulhentos é um ato de cidadania. Existem fogos visuais, silenciosos, que preservam a beleza da luz sem a violência do som.
Neste próximo evento festivo, faça uma escolha consciente. Escolha a empatia. Escolha respeitar o vizinho, a criança autista, o idoso acamado e o animal indefeso. Que o nosso barulho seja apenas o de risadas e abraços.
Diga NÃO aos fogos de artifício com estampido. Diga SIM ao respeito.



