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Editorial – O Natal Além das Vitrines: Uma Reflexão sobre o Legado e a Renovação

Hoje, 24 de dezembro de 2025, o mundo parece girar em uma velocidade frenética. As luzes das cidades brilham intensamente,...

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Hoje, 24 de dezembro de 2025, o mundo parece girar em uma velocidade frenética. As luzes das cidades brilham intensamente, as vitrines exibem promessas de felicidade em forma de objetos e o som das transações financeiras muitas vezes abafa o silêncio necessário para a oração e a gratidão. No entanto, por trás de todo o aparato comercial, repousa um fundamento histórico e espiritual que nenhuma mercadoria pode substituir: a vinda de Jesus ao mundo.

O Legado do Sofrimento e do Amor

Celebrar o nascimento de Jesus é, antes de tudo, recordar uma trajetória de entrega. Ele não veio em busca de tronos ou riquezas, mas escolheu o caminho da humildade. Seu legado não foi construído sobre posses, mas sobre pilares que a humanidade ainda luta para sustentar: o amor incondicional, a caridade genuína e o respeito absoluto pelo próximo.

Diante de todo o seu sofrimento e da incompreensão que enfrentou, Jesus nos deixou uma lição que atravessa milênios: a verdadeira grandeza reside no serviço. Quando olhamos para a manjedoura, somos confrontados com a simplicidade que questiona o nosso acúmulo. Quando olhamos para a cruz, somos lembrados de que o amor exige sacrifício e desprendimento.

O Conflito entre o Ter e o Ser

É inevitável a pergunta: será que ainda nos lembramos disso? Muitas vezes, o Natal tornou-se um “aniversário sem o aniversariante”, onde a troca de presentes financeiros substitui a presença de espírito. O interesse econômico moldou uma cultura de consumo que gera uma satisfação efêmera, deixando um vazio logo após o abrir das caixas.

Jesus não nos ensinou a comprar; Ele nos ensinou a dar. A diferença é sutil, mas abissal. Dar exige parte de nós — nosso tempo, nossa atenção, nossa compaixão. Comprar exige apenas um cartão de crédito.

A Urgência da Metanoia: O Que Mudou em Você?

O Natal não deve ser apenas um marco no calendário, mas um espelho da nossa evolução. Entre o Natal de 2024 e este dia de hoje em 2025, o que realmente mudou dentro de você?

O tempo passa para todos, mas o amadurecimento espiritual é uma escolha. Neste último ano:

  • Você aprendeu a ouvir mais e julgar menos?
  • A sua caridade tornou-se um hábito ou continua sendo um evento isolado de dezembro?
  • O seu respeito por quem pensa diferente de você cresceu ou as barreiras do orgulho se fortaleceram?

Melhorar em um ano não significa necessariamente conquistar mais status, mas sim diminuir a distância entre quem somos e quem Jesus espera que sejamos.

O Espírito que Não Deve Adormecer

É belo ver as famílias reunidas, os pratos compartilhados e as mãos que se estendem aos vulneráveis nesta época. Há uma luz especial nos olhos das pessoas quando decidem ser generosas. Mas a grande melancolia do Natal reside na sua efemeridade. Por que guardamos a caridade junto com os enfeites no dia 1de janeiro?

Jesus não esperava que fôssemos bons por apenas uma noite. Ele esperava que o “espírito natalino” fosse, na verdade, a nossa natureza cotidiana. A caridade não deveria ser um despertar sazonal, mas a nossa forma de respirar.

Conclusão

Que neste 24 de dezembro de 2025, possamos silenciar o ruído do comércio para ouvir o sussurro daquela história antiga que ainda é a mais atual de todas. Que o banquete na mesa seja farto, mas que a fome de justiça e amor no coração seja ainda maior.

O melhor presente que podemos oferecer a Jesus, em seu dia, é a promessa de que não seremos os mesmos de ontem, e que o amor que hoje transborda continuará a guiar nossos passos em cada dia do ano que virá

 

 

 

 

 

 

 

Por Ivonete Schmitz

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