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Foto - Suzano Papel e Celulose

Liderança feminina impulsiona inovação biotecnológica no interior de São Paulo

Com mais de 60% de participação feminina em sua divisão de biotecnologia em Itapetininga, Suzano consolida centro de pesquisa como...

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Com mais de 60% de participação feminina em sua divisão de biotecnologia em Itapetininga, Suzano consolida centro de pesquisa como referência global em aprimoramento genético de eucalipto.

ITAPETININGA, SP – No coração do setor florestal brasileiro, a ciência ganha rostos femininos e resultados de impacto global. A Suzano, líder mundial na produção de celulose, vem se destacando no interior paulista não apenas por sua capacidade produtiva, mas pela força de seu corpo técnico. Na FuturaGene, divisão de biotecnologia da companhia em Itapetininga (SP), as mulheres já representam mais de 60% da equipe dedicada à pesquisa e inovação.

O centro é um dos principais polos do mundo voltados ao aprimoramento genético de eucaliptos. Ali, cientistas trabalham diariamente em biologia molecular para desenvolver árvores mais produtivas, com madeira de melhor qualidade e maior resistência a pragas e herbicidas — avanços que se traduzem em sustentabilidade direta para o setor florestal.

Diversidade como motor de inovação

Foto – Suzano Papel e Celulose

Para a companhia, a forte presença feminina não é um dado isolado, mas uma estratégia de negócio. “A valorização da diversidade é parte central da cultura da Suzano”, afirma Carolina Rocha, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da unidade. “Acreditamos que ambientes diversos fortalecem a ciência aplicada e elevam a qualidade dos nossos produtos.”

Carolina, que acumula 14 anos de trajetória no laboratório de biologia molecular, é um exemplo das oportunidades de liderança para mulheres em espaços técnicos. Segundo ela, ver o avanço feminino em posições estratégicas reforça o compromisso da empresa com a inclusão.

Marcos históricos e superação

A trajetória de Carolina confunde-se com a própria evolução da biotecnologia florestal no país. Ela participou ativamente de um dos maiores marcos do setor: a aprovação, em 2015, do primeiro eucalipto geneticamente modificado do mundo. “Foram muitos anos de pesquisa conduzidos pelo time da FuturaGene em Israel e no Brasil. Esse trabalho nos consolidou como referência global”, relembra com orgulho.

Mas o caminho até a liderança também exigiu superação de barreiras. No início da carreira, a barreira do idioma era um desafio constante nas reuniões com a equipe internacional em Israel. Com o apoio da empresa e investimentos em qualificação, ela superou o obstáculo e hoje gere projetos de escala global.

Incentivo acadêmico e persistência

A Suzano mantém uma política de incentivo contínuo ao aperfeiçoamento técnico, apoiando profissionais na realização de mestrado, doutorado e na participação em congressos científicos internacionais.

Para as futuras cientistas, Carolina deixa um conselho baseado em sua própria jornada: foco e persistência são fundamentais. “A ciência é um universo de oportunidades. Traçar metas e avançar com determinação faz toda a diferença. Cultivar a mentalidade de nunca desistir foi o que me trouxe até aqui”, conclui.

Destaques da Unidade FuturaGene (Itapetininga):

  • Foco: Biotecnologia florestal e biologia molecular.
  • Representatividade: Mais de 60% de mulheres no time de pesquisa.
  • Impacto: Desenvolvimento de tecnologias para sustentabilidade e produtividade do eucalipto.

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