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Alesp analisa projeto que inclui disciplina sobre autismo em cursos de licenciatura

Proposta do Deputado Edson Giriboni visa adequar currículo universitário para garantir inclusão escolar efetiva no estado de São Paulo. SÃO...

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Proposta do Deputado Edson Giriboni visa adequar currículo universitário para garantir inclusão escolar efetiva no estado de São Paulo.

SÃO PAULO – A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) deu início à tramitação do Projeto de Lei nº 732/2025, que propõe uma mudança significativa na formação de novos educadores no estado. De autoria do deputado estadual Edson Giriboni, a proposta prevê a obrigatoriedade de uma disciplina específica dedicada aos estudos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todos os cursos de licenciatura de universidades públicas e privadas paulistas.

Lacuna na formação docente

Atualmente, as grades curriculares das licenciaturas não contemplam, em sua maioria, conteúdos profundos sobre as peculiaridades do autismo. Segundo o deputado Giriboni, essa ausência gera um descompasso entre a teoria acadêmica e a realidade das salas de aula.

“As universidades não possuem hoje um currículo que prepare adequadamente o professor para as especificidades do aluno autista”, destaca o parlamentar em sua justificativa. Ele reforça que, embora a legislação brasileira já estabeleça o direito de todas as crianças ao ensino regular, a falta de preparo técnico dos docentes compromete a diretriz de Educação Especial inclusiva.

Realidade estatística e inclusão

Para fundamentar a urgência da medida, o projeto cita dados recentes do IBGE. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA. Com o aumento do número de diagnósticos e, consequentemente, das matrículas de alunos com autismo na rede regular, a capacitação profissional tornou-se um gargalo para o sistema de ensino.

O deputado defende que a inclusão dessa disciplina é o caminho para transformar a escola em um ambiente verdadeiramente acolhedor. “É fundamental que o futuro professor saiba lidar com as necessidades desses alunos para garantir que o direito à educação não seja apenas uma formalidade, mas uma prática efetiva de desenvolvimento”, conclui Giriboni.

Próximos passos

O PL 732/2025 passará agora pelas comissões temáticas da Alesp, onde será analisado quanto à sua constitucionalidade e mérito educacional, antes de seguir para votação em plenário. Se aprovado e sancionado, as instituições de ensino superior do estado terão um prazo para adequar seus projetos pedagógicos de curso.

Por redação local – Fonte divulgação parlamentar

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