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Foto Ivonete Schmitz I Lideranças e empresários do setor

Capão Bonito sediou o 1º encontro da Jornada de Desenvolvimento da Mineração

O evento aconteceu na FATEC e teve como objetivo oferecer uma imersão no setor mineral, atividade estratégica para o desenvolvimento...

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O evento aconteceu na FATEC e teve como objetivo oferecer uma imersão no setor mineral, atividade estratégica para o desenvolvimento socioeconômico regional

Realizado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), aconteceu nesta última quarta-feira (22/10), na Fatec de Capão Bonito o primeiro ciclo de palestras denominada a Jornada de Desenvolvimento da Mineração. O encontro reuniu autoridades, empresários, especialistas e representantes do setor mineral paulista, onde discutiram o papel estratégico da mineração no desenvolvimento regional, vendo cidades do interior como potencial.

O evento teve como objetivo oferecer uma imersão no setor mineral, atividade estratégica para o desenvolvimento socioeconômico regional, considerando o potencial mineral do Vale do Ribeira e do Alto Paranapanema. Segundo dirigentes do evento, esta reunião também contribuirá para a elaboração do Plano Diretor Municipal (PDUI) – que é um plano obrigatório para regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas, que estabelece diretrizes e ações conjuntas para os municípios da unidade regional, com metas e políticas para funções públicas de interesse comum, observando o Ordenamento Territorial da Mineração.

Apesar das boas representatividades de diversos segmentos empresariais da mineração presentes, as cadeiras que marcavam as, 32 prefeituras das regiões do Vale do Ribeira e do Alto Paranapanema a maioria permanecera vazias. O encontro foi para discutir o papel estratégico da mineração no desenvolvimento regional.

Capão Bonito centro estratégico do 1º encontro

Prefeito Julio Fernando e Vice Roberto Tamura – ladeados com as representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil)

Capão Bonito foi escolhida para sediar o primeiro encontro da Jornada de Desenvolvimento da Mineração por estar localizada em uma região rica em biodiversidade e com grande potencial geológico, o Vale do Ribeira e o Alto Paranapanema. Essas áreas têm um grande potencial para recursos minerais, sendo a indústria mineral uma fonte importante de renda e emprego para vários municípios. O anfitrião, prefeito Júlio Fernando passou se interagindo com todos os presentes, não ficando por questão de agenda, o vice Roberto Tamura e o presidente da Câmara, Alan Senciatti, acompanharam todo evento.         

Foto Ivonete Schmitz

A abertura do encontro transcorreu com a receptividade da diretora da Fatec Capão Bonito, Sonia Maria Esposte Sturaro, que ressaltou a importância dos alunos participarem das discussões sobre as mineradoras presentes em nosso entorno e da importância do evento acontecer na Fatec.

“Os cursos de Agroindústria e Silvicultura oferecidos pela instituição formam profissionais capacitados para contribuir com o crescimento tecnológico dessas empresas, sem deixar de lado a sustentabilidade. É fundamental que os estudantes estejam envolvidos nessas questões, pois são eles que irão impulsionar o desenvolvimento sustentável da região e garantir um futuro mais promissor para todo” destacou a Diretora

Depois a fala do Vice Prefeito Tamura  que destacou a importância do evento lembrando da História da Cimento Ribeirão grande já desativada a anos, ressaltando que a fábrica foi um importante empregador e gerador de receita para o município de Ribeirão Grande e salientou a importância do diálogo e ações sobre um setor tão importante paras regiões Sudoeste e Vale do Ribeira.   

Foto Ivonete Schmitz

Em seguida dá se início as apresentações técnicas proferida pela subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros, que destacou a relevância do estado de São Paulo como o maior produtor de areia e brita do país. “A nossa produção representa cerca de 60% do total nacional. São insumos adequados para uso como agregados nas atividades do setor de construção, sejam ligadas à infraestrutura, como em obras públicas, ou à construção civil”, explicou.

Outro destaque apontado pela subsecretária foi a importância de trazer luz à sociedade sobre as potencialidades geológicas do estado, assim como do Vale do Ribeira e do Alto Paranapanema. “Essa é apenas a primeira jornada, mas faremos outras, sendo as próximas no Vale do Paraíba e Litoral Norte; nas regiões da Bacia Hidrográfica Tietê-Sorocaba; e nas regiões abrangidas pela bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Dessa forma, mostraremos à população, com transparência, quais áreas podemos ou não minerar e como será feita essa gestão da atividade minerária baseada no equilíbrio entre o ambiental, o social e o econômico”, afirmou.

Lilia Sant’Agostino, diretora de Mineração da Semil, apresentou um panorama do setor mineral paulista, incluindo iniciativas de políticas públicas em andamento. “Um dos nossos objetivos aqui é incluir o setor da mineração no Plano Diretor dos municípios, observando o Ordenamento Territorial da Mineração. Nós queremos trazer consciência sobre a importância do setor minerário como atividade estratégica para o desenvolvimento socioeconômico não apenas regional, mas de todo o estado”, explicou.

A diretora detalhou, ainda, uma iniciativa recente da Semil ao incorporar ao DataGEO (sistema estadual de informações geoespaciais) o Zoneamento Minerário da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Alto Paranapanema.

A integração amplia a base territorial unificada disponível na plataforma e fortalece o planejamento dos municípios, evidenciando a relevância da mineração para o desenvolvimento socioeconômico regional. “Ao inserir esses zoneamentos no DataGEO, São Paulo amplia a transparência e cria uma referência de planejamento territorial para o setor mineral”, afirmou.

Após as apresentações dos representantes da Semil, Marcus Vinícius de Oliveira, gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), explicou sobre os diferentes regimes de extração mineral e as normativas referentes à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). “A atividade de mineração é tão importante para essa região que, só com essas compensações financeiras, os 32 municípios pertencentes às regiões do Vale do Ribeira e Alto Paranapanema arrecadaram R$ 15 milhões. Já o estado de São Paulo, no geral, arrecadou R$ 116 milhões”, afirmou.

Durante as apresentações, o pesquisador Marsis Cabral Junior, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), abordou os desafios para o desenvolvimento da mineração em bases sustentáveis no Vale do Ribeira e destacou o estudo de Ordenamento Territorial Geomineiro realizado para a região, que propiciou uma visão global das condicionantes geológicas, ambientais, culturais, sociais e econômicas auxiliares na elaboração de políticas públicas que conduzam o desenvolvimento regional sustentável, gerando emprego e renda com sustentabilidade.

Representando a Associação dos Mineradores do Sudoeste Paulista (AMINSP), Nelson Milan Elias apresentou dados do setor e os desafios dos associados durante os processos de extração mineral. Ele também explicou como os Arranjos Produtivos Locais (APL) refletem no desenvolvimento da economia regional e em ganhos de competitividade e escala entre os participantes. O Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração (COMIN), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também marcou presença no encontro.

Por vídeo, o deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria da Construção e Mineração Sustentável, enviou mensagem ressaltando a importância da iniciativa da Semil com o início da primeira Jornada de Desenvolvimento da Mineração.

Participaram ainda do evento representantes do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que trouxeram importantes atualizações sobre a pesquisa mineral em São Paulo, com destaque para a região; e da Cetesb, que apresentaram e esclareceram dúvidas sobre as normas vigentes relativas ao licenciamento ambiental para a atividade de mineração. Integrantes da Diretoria de Planejamento Ambiental da Semil associaram o Programa Município VerdeAzul, considerando suas diversas versões, aos planos de inserção da temática da mineração. Por fim, um guia prático para gestores municipais foi entregue aos representantes das prefeituras.

O evento serviu também como espaço para o diálogo com os participantes, promovendo escuta ativa e o compartilhamento de experiências sobre as ações em andamento e as que estão por vir.

As próximas jornadas estão previstas para ocorrer ao longo de 2026 nas regiões do Vale do Paraíba e Litoral Norte; nas regiões da Bacia Hidrográfica Tietê-Sorocaba; e nas regiões abrangidas pela bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

Ordenamento Territorial da Mineração, um dos eixos centrais das políticas públicas ambientais e econômicas do Estado.

Por meio da Subsecretaria de Energia e Mineração, o Governo do Estado de São Paulo vem apresentando importantes iniciativas voltadas à elaboração do Plano Estadual de Mineração, ao zoneamento minerário e à certificação de empresas e produtos minerais, alinhadas a um modelo de desenvolvimento sustentável e responsável.

Recentemente, durante o encontro do setor mineral paulista na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi realizado o Workshop ESG Sindareia, promovido pela Comissão ESG do Sindicato da Indústria de Mineração de Areia do Estado de São Paulo (Sindareia). O evento reuniu representantes do poder público, empresários, acadêmicos e especialistas para debater os eixos ambiental, social e de governança (ESG) aplicados à mineração de agregados — como areia, pedra brita e cascalho — reforçando o compromisso do setor com transparência, inovação e sustentabilidade.

O encontro foi estruturado em três painéis temáticos, abordando os desafios e oportunidades da mineração de areia em São Paulo. A abertura ficou a cargo do presidente do Sindareia, Anselmo Luiz Martinez Romera, que ressaltou a importância do diálogo e da cooperação para o fortalecimento do setor.

“A mineração de areia em São Paulo é uma atividade essencial, e esse compromisso está no centro das ações da entidade. Que possamos seguir unidos, levando adiante a missão de comunicar, transformar e consolidar a mineração de areia como uma atividade ainda mais relevante e sustentável para o desenvolvimento de nosso Estado”, destacou Romera.

O primeiro painel, sobre a regulação da mineração paulista, foi moderado pelo geólogo Fernando Valverde, presidente executivo da Anepac (Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção).

“São Paulo se destaca como líder na produção de agregados, principais produtos minerários do Estado, com 166 milhões de toneladas produzidas em 2024 — sendo 66 milhões de toneladas de brita e 97 milhões de toneladas de areia”, explicou Valverde.

Também participaram do debate Marcus Vinícius de Oliveira, gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ricardo Miguel Fernandes do Nascimento, diretor de Operações Viárias, e Lilia Sant’Agostino, diretora de Mineração da Semil.

Em sua fala, Lilia Sant’Agostino apresentou as principais iniciativas do governo paulista relacionadas ao Plano Estadual de Mineração e ao zoneamento minerário, reforçando a necessidade de equilibrar a exploração de recursos naturais com a preservação ambiental.

“Empreendimentos de produção de areia estão espalhados por todo o território paulista, em convivência com outras atividades e áreas urbanas, reforçando a importância do ordenamento territorial para implementar a mineração sustentável no Estado”, destacou a diretora.

Ela também anunciou a realização da Jornada de Desenvolvimento da Mineração – Vale do Ribeira, que ocorrerá em Capão Bonito, com a participação da subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Maia.

“O evento propõe uma imersão na mineração, atividade importante para o desenvolvimento socioeconômico regional, considerando o potencial mineral das regiões do Vale do Ribeira e do Alto Paranapanema. O encontro também contribuirá para a elaboração do Plano Diretor Municipal (PDUI), com observação do Ordenamento Territorial da Mineração”, concluiu.

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