O Carnaval é, sem dúvida, uma das festividades mais aguardadas pelos brasileiros. Mas, entre confetes e serpentinas, a folia também abre alas para um item indispensável na bagagem dos foliões: o preservativo. A relação entre a festa e a proteção não é coincidência; o dia 13 de fevereiro, data que frequentemente coincide com o início das celebrações, é oficialmente o Dia Internacional do Preservativo.
A data serve como um alerta necessário diante de um cenário epidemiológico preocupante. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que, entre 2014 e 2024, o Brasil registrou um aumento alarmante de 168% nos casos de HIV entre jovens de 15 a 29 anos. O dado reforça a urgência das campanhas de prevenção que inundam as ruas e redes sociais durante o mês de fevereiro.
Barreira essencial
De acordo com a ginecologista Fernanda Nassar, o preservativo — popularmente conhecido como camisinha — permanece como um dos métodos contraceptivos e de proteção mais eficazes disponíveis.
“O preservativo é responsável por diminuir drasticamente o risco de contágio por Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, HIV, gonorreia, clamídia e hepatite B”, explica a médica.
Além da proteção contra microrganismos como vírus e bactérias, a especialista lembra que a barreira física é fundamental para evitar gestações indesejadas. Nassar também destaca que a proteção não é exclusiva ao público masculino.
“É importante ressaltar a existência dos preservativos femininos que, assim como os masculinos, são disponibilizados gratuitamente em todas as unidades de saúde do país”, pontua.
Sexo seguro como ato de cuidado
Para a ginecologista, a conscientização que ganha força no Carnaval deve ser levada para o ano inteiro, encarando o uso do preservativo não apenas como uma regra, mas como um gesto de responsabilidade pessoal e coletiva.
“Fato é que o Carnaval é uma festividade comumente lembrada pela conscientização sobre o sexo seguro. No fim das contas, proteger-se e proteger o outro também é uma forma de demonstrar amor”, conclui Fernanda Nassar.
As autoridades de saúde recomendam que os foliões retirem seus kits de prevenção gratuitamente nos postos de saúde antes de seguirem para os blocos e festas, garantindo que a alegria do Carnaval não termine na quarta-feira de cinzas.
Por Redação Especial para Saúde e Bem-Estar


