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Mulheres no Poder: Congresso Nacional atingiu um recorde histórico, com 109 deputadas, alcançando 21,2% das vagas

Destaques nas Eleições Gerais de 2026: mulheres negras da esquerda do PT figuram entre as mais votadas No Brasil, as...

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Destaques nas Eleições Gerais de 2026: mulheres negras da esquerda do PT figuram entre as mais votadas

No Brasil, as mulheres formam a maioria da população. Segundo dados oficiais divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), elas representam 51,5% da população (cerca de 104,5 milhões), enquanto os homens equivalem a 48,5% (cerca de 98,5 milhões). Na prática, isso significa que há cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no país, resultando em uma proporção aproximada de 95 homens para cada 100 mulheres.

Diante desse cenário, o número de mulheres frente à política ainda é pequeno. Mas, considerando a história a partir de 1962, hoje, em pleno século XXI, as eleições de 2026 alcançam o maior número de mulheres eleitas da história. O Congresso Nacional atingiu um recorde histórico, com 109 deputadas, alcançando 21,2% das vagas.

Diante desses números, surge o questionamento: por que a mulher teve que enfrentar tanto isolamento e submissão, dando os primeiros passos importantes rumo à cidadania plena apenas a partir de 1962, com o Estatuto da Mulher Casada? Até então, a mulher casada era considerada “relativamente incapaz” perante o Código Civil de 1916, sendo impedida de:

  • Trabalhar fora sem a autorização prévia do marido;
  • Ter uma conta bancária própria;
  • Receber herança ou administrar seus próprios bens;
  • Assinar contratos;
  • Ter a guarda dos filhos em caso de separação.
Eleitora vota para Presidente da República, em 1955: Agência Senado/Divulgação

Superar essas barreiras — assim como a página sombria da Ditadura de 1964, que devemos deixar para trás para que nunca mais se repita — exigiu uma luta árdua. Por isso, as mulheres que hoje representam nossa sociedade na política merecem o mais profundo respeito, independentemente da bandeira partidária que estejam erguendo.

Destaques nas Eleições Gerais de 2026: mulheres negras da esquerda e do PT figuram entre as mais votadas

Senado Federal: A mulher mais votada em número absoluto de votos no país foi Marília Campos (PT-MG), com 3.984.339 votos em Minas Gerais. Outro destaque expressivo foi Carol de Toni (PL-SC), eleita em Santa Catarina com 2.694.918 votos (33,5% dos votos válidos), estabelecendo a maior votação da história para o Senado no estado. Com a renovação de duas cadeiras por estado, 12 mulheres foram eleitas, elevando a bancada feminina para 18 senadoras (somadas às 6 que já cumpriam mandato até 2031). representando 22,2% das cadeiras. Esse resultado marcou uma dobradinha inédita no Distrito Federal, que elegeu duas mulheres para a Casa, consolidando uma forte representação feminina.

Câmara dos Deputados: Foram eleitas 109 deputadas, alcançando 21,2% das vagas. O destaque especial vai para Ana Elisa Santos Silva, que aos 21 anos se tornou a deputada federal mais jovem da história do país e a mulher mais votada em Minas Gerais, com foco em direitos sociais, feminismo e combate ao racismo.

Resumo das Senadoras Mais Votadas em 2026

Senadora Marilia Campos

Senadora

Partido / UF

Votos Absolutos

Marília Campos

PT – MG

3.984.339

Carol de Toni

PL – SC

2.694.918

Marília Arraes

PDT – PE

2.323.446

Gracinha Caiado

União Brasil – GO

1.458.296

Marina JHC

PSDB – AL

925.148

Michelle Bolsonaro

PL – DF

938.496

(Em comparação, nas Eleições de 2022, a senadora mais votada em números absolutos havia sido Damares Alves (Republicanos-DF), com 714.552 votos, enquanto a maior proporção percentual pertenceu a Tereza Cristina (PP-MS), com 60,85%).

A História e o maior prova que a Mulher tem força e jamais deve ser subestimada

Celina Guimarães Viana, em foto de autor
desconhecido, data de cerca de 1910(foto: Reprodução)

O acesso ao sufrágio e aos cargos públicos foi a principal pauta da primeira onda do feminismo:

  • 1927 (A pioneira): Celina Guimarães Viana, no Rio Grande do Norte, registrou-se para votar na América Latina, amparada por lei estadual.
  • 1928 (A primeira prefeita): Alzira Soriano foi eleita em Lajes (RN).
  • 1932 (Código Eleitoral): Getúlio Vargas decretou o voto feminino nacionalmente em 24 de fevereiro de 1932, consolidado na Constituição de 1934 (inicialmente facultativo para alfabetizadas e trabalhadoras remuneradas, tornando-se universal e obrigatório posteriormente).
  • 1934 (Primeira deputada federal): Carlota Pereira de Queirós integrou a Assembleia Nacional Constituinte.

A independência jurídica, financeira e social avançou em etapas marcantes no século XX:

  • 1962 (Estatuto da Mulher Casada – Lei nº 4.121): O marco crucial que extinguiu a incapacidade civil relativa da mulher casada.
  • 1977 (A Lei do Divórcio): Garantiu a liberdade formal para romper casamentos e reorganizar a vida de forma autônoma.
  • 1988 (A Constituição Cidadã): Estabeleceu que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, eliminando a figura legal exclusiva do “chefe de família”.

Diante de toda essa trajetória de conquistas, torna-se imprescindível mantermos viva a conscientização sobre o verdadeiro significado da democracia e a importância de defendê-la diariamente para jamais perdê-la.

Por Redação Local

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