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O Amanhecer da Experiência: Reflexão sobre o Dia do Idoso – 24 de janeiro

O dia 24 de janeiro não é apenas uma data no calendário; é um convite à pausa e à observação....

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O dia 24 de janeiro não é apenas uma data no calendário; é um convite à pausa e à observação. Em uma sociedade que idolatra o novo, o veloz, celebrar o idoso é um ato de resistência contra a superficialidade. No entanto, para celebrar de verdade, precisamos primeiro desconstruir preconceitos enraizados e entender a profunda diferença entre o peso dos anos e o peso da alma.

O idoso não é alguém que “chegou ao fim”, mas alguém que caminhou o suficiente para carregar consigo o que há de mais precioso: a síntese do tempo. Cada ruga é um mapa de uma batalha vencida; cada fio de cabelo branco é um registro de um conhecimento que nenhum livro pode substituir integralmente. É a vivência prática, o erro transformado em conselho e a dor transmutada em resiliência.

Infelizmente, a ignorância e, por vezes, a maldade, tentam reduzir essa riqueza à ideia de “falta de serventia”. É o que chamamos de ageísmo ou discriminação etária- etarismo. Tratar o idoso como alguém inválido ou doente por padrão é uma miopia social que nos priva de mentores e guias.

Velho ou Idoso: A Diferença está no Espírito

Como bem provocado, a idade cronológica é apenas um número. Existe uma distinção fundamental que precisamos absorver:

  • O Velho: Independentemente se tem 20 ou 80 anos, o “velho” é aquele que se deixou abater pelo desânimo. É o parasita emocional que parou de sonhar, que se alimenta da reclamação e que carrega a revolta como um fardo. A velhice, nesse sentido, é uma desistência da vida.
  • O Idoso: É o acúmulo cronológico vitorioso. É aquele que aceita o tempo, mas não se deixa intimidar por ele. O idoso jovem é aquele que continua namorando a vida, praticando esportes, aprendendo novas tecnologias e mantendo o brilho no olhar. Ele sabe que a utilidade de um ser humano não se mede pela sua força produtiva industrial, mas pela sua capacidade de amar, ensinar e ser.

Combatendo o Preconceito

Chamar alguém de “velho” de forma pejorativa é tentar roubar o valor de uma história inteira. O ageísmo é o preconceito de quem esquece que, se tivermos sorte, todos chegaremos lá. Desqualificar um idoso é, em última análise, desqualificar o nosso próprio futuro. Ser idoso é ter a liberdade de viver intensamente sem a ansiedade da juventude. É estar de bem com a vida porque já se entendeu que o essencial é invisível aos olhos da pressa.

Neste 24 de janeiro, que o nosso olhar se limpe. Que possamos ver no idoso não um “paciente” ou um “peso”, mas uma biblioteca viva, um porto seguro de sabedoria e, acima de tudo, uma pessoa plena de direitos e desejos. Afinal, a idade pode limitar o corpo, mas jamais deve aprisionar a alma de quem aprendeu a arte de viver.

Por Ivonete Schmitz

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