Com sede em Uberaba, a empresa consolida o Brasil como o maior exportador de embriões do mundo e abre fronteiras em mercados ainda pouco explorados pela biotecnologia nacional
UBERABA (MG) – O setor de genética bovina do Brasil está vivendo um momento de transformação geográfica. Tradicionalmente focada em vizinhos da América Latina como Paraguai, Colômbia e Equador, a exportação de material genético brasileiro agora mira horizontes mais distantes. A Zebuembryo, sediada na “Capital Mundial do Zebu”, Uberaba (MG), está na vanguarda desse movimento, implementando uma estratégia que une biotecnologia de ponta, capacitação técnica e diplomacia comercial para desbravar o que executivos chamam de um “oceano azul” de oportunidades: os continentes africano e asiático.
O Brasil já detém o título de maior exportador de embriões do planeta. Dados do INDEX ASBIA revelam que, somente em 2025, o país exportou cerca de 1,1 milhão de doses de sêmen, mas o potencial de crescimento reside no melhoramento genético assistido em larga escala.
Fronteiras Africanas: Desafios e Conquistas
Produzir em solo africano não é uma tarefa simples. Com 55 países apresentando uma vasta diversidade de climas e manejos, a adaptação é a chave do sucesso. “Existe uma lacuna gigante de melhoramento genético que o Brasil pode ajudar a suprir”, afirma Humberto Rosa, diretor de negócios da Zebuembryo.
A eficácia da genética brasileira já colhe frutos históricos. Em janeiro deste ano, a Nigéria registrou o nascimento do seu primeiro bezerro oriundo de transferência de embriões (TE), um projeto conduzido integralmente pela equipe técnica da Zebuembryo. O feito não apenas marcou a pecuária nigeriana, mas também rendeu à empresa mineira uma premiação de destaque concedida pela ApexBrasil em parceria com a Revista Exame.
Missão Internacional e a Rota da Seda Bovina
A agenda para 2026 é ambiciosa. Humberto Rosa dedicará mais de cem dias à abertura de novos mercados. A convite da ApexBrasil e do Itamaraty, o executivo participa de uma missão multissetorial ao Leste Africano, visitando Etiópia, Ruanda, Tanzânia e Quênia — região que detém quase metade do rebanho de todo o continente.
Na Ásia, o foco se divide entre a consolidação na Índia — onde, em parceria com a Fazenda Floresta, a empresa realizou a primeira exportação de embriões da raça Gir em 2024 — e novas prospecções em países como a Indonésia. Em março, a equipe desembarca em Angola para dar início a um novo projeto estruturante de transferência de embriões.

“Nossa missão é compreender a realidade dos mercados onde atuamos, oferecendo acompanhamento completo, da seleção dos acasalamentos à transferência embrionária nos países de destino”, pontua Rosa.
Robustez Operacional e Sustentabilidade


Para sustentar tamanha expansão, a Zebuembryo conta com uma infraestrutura de elite:
- Central de Doadoras: 170 hectares com capacidade para 500 fêmeas de alto mérito genético.
- Capacidade Laboratorial: Processamento de até 50 mil embriões por ano.
- Habilitação: Autorização do Ministério da Agricultura para exportar para mais de 40 países.
Além da capacidade produtiva, a empresa ostenta a certificação ISO 14001, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a segurança alimentar global. Segundo Bento Mineiro, diretor executivo da companhia, a estratégia consiste em levar não apenas o produto, mas a estrutura produtiva e o conhecimento técnico brasileiro para transformar a pecuária global.
Com investimentos contínuos em biotecnologia e projetos adaptados, a Zebuembryo reafirma que a genética zebuína brasileira é, hoje, um dos principais ativos da nossa balança comercial e uma ferramenta indispensável para a produtividade internacional.
Por Redação – Fonte Pec Press – Comunicação Estratégica



