Ana Carolina Migliorini Figueira foi reconhecida pelo Prêmio “25 Mulheres na Ciência – 3M” e é finalista de premiação global em Londres por desenvolver “miniórgãos” que reproduzem o fígado humano.
CAMPINAS, SP – A ciência brasileira alcançou mais um marco de reconhecimento internacional. A pesquisadora Ana Carolina Migliorini Figueira, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), foi anunciada como uma das 25 vencedoras da edição latino-americana do Prêmio “25 Mulheres na Ciência – 3M”.
O anúncio ocorreu nesta manhã (11), em cerimônia online celebrando o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A premiação destaca cientistas cujas pesquisas apresentam alto impacto social e potencial de inovação para a indústria.

A revolução dos miniórgãos
Líder do grupo de engenharia de tecidos no CNPEM, Ana Carolina desenvolve métodos alternativos que visam reduzir drasticamente a dependência de animais em laboratórios. Utilizando técnicas avançadas, sua equipe cria “miniórgãos” artificiais que simulam o funcionamento do fígado humano.
Essas estruturas são fundamentais para testar a toxicidade de novas moléculas da indústria farmacêutica. Ao reproduzir a biologia humana com precisão, a técnica permite prever reações a novos fármacos de forma mais ética e eficiente.
“Nosso objetivo é desenvolver metodologias mais éticas, eficientes e acessíveis, que possam ser usadas amplamente pela indústria. Buscamos testes mais baratos e com aplicações abrangentes”, afirma a pesquisadora.
Rumo à validação internacional
Atualmente, o projeto está em fase piloto de validação. O grupo trabalha em colaboração com outros laboratórios para padronizar os protocolos, com o objetivo de transformar a técnica em um método validado internacionalmente.
A expectativa é que, no futuro, o uso desses tecidos artificiais permita que centenas de testes que hoje utilizam animais sejam substituídos por apenas alguns ensaios finais, garantindo a segurança exigida pelos órgãos reguladores.
O trabalho está inserido nas atividades do CNPEM como polo de inovação da Rede Nacional de Métodos Alternativos (RENAMA), coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O centro atua ao lado de instituições de peso como Fiocruz e Inmetro.
Destaque Global
Além do reconhecimento da 3M, a trajetória de Ana Carolina atravessa fronteiras. Ela é a única representante da América Latina entre as 13 finalistas do Prêmio Lush, premiação britânica de alcance global voltada a projetos animal free.
A escolha reflete o impacto do trabalho desenvolvido em Campinas no cenário mundial. O anúncio dos vencedores do Prêmio Lush ocorrerá em maio, com a cerimônia de entrega agendada para Londres, onde a brasileira poderá garantir financiamento internacional para a continuidade de suas pesquisas.
Para imortalizar essas conquistas, a 3M anunciou que lançará um livro detalhando a trajetória das 25 vencedoras, servindo de inspiração para futuras gerações de mulheres na ciência.
Pela Redação- Fonte: Assessoria de Imprensa: Corcovado Comunicação Estratégica



